Domingo, Junho 14, 2009

Genten, mas o que é esse tal de Twitter? Leia e entenda!


Hoje o tema é o Twitter. É pra tirar dúvidas meeeesmo!


Então vamos ser curtos, pois o texto é longo e vale a pena ler e MUITO!



"Começa o grande desmascaramento!


Sabe de uma coisa? As pessoas falam muitas coisas ruins sobre o Twitter, mas isso acontece porque elas estão fazendo tudo errado.
Podemos culpá-las? Bem, podemos, mas, por favor, não o faça. Não é culpa delas. Eu culpo os mitos sobre o Twitter.
Sim, é absurdo que algo tão novo já tenha gerado uma pilha de mitos e lendas, mas eles estão por aí – então vamos desmontá-los. É hora de desmascarar, meus amigos.



Mito #1 sobre o Twitter: É um “microblog” ou coisa parecida.


Ah, não. O Twitter não é isso. Não é um “microblog”. Ninguém diz: “Ai, ai! Sabe do que estou com vontade hoje? De microblogar!” Eca. (E, aliás, mesmo que tecnicamente houvesse algo chamado microblog, e daí? Microblog – para nós, que não somos consultores de mídias sociais – é uma palavra vazia, sem graça e sem sentido. Blargh.)
De qualquer maneira, não importa se é ou não, porque todo mundo está errado e, na verdade, todo o debate enfadonho sobre “Ei, o que é o Twitter?” está completamente terminado, pois o Twitter é, no final das contas, um bar.


É um bar.

É aquele bar/café local que você frequenta. Um bar/café local multidimensional. Só que é online. E às vezes você conecta pelo seu celular. É, eu sei. É o futuro; aceite-o.


Por que você frequenta o bar/café local?

Porque é a sua praia. A sua praça. É onde seus amigos estão. É onde você faz novas amizades. É onde você vai porque, às vezes, ser inteligente e divertido apenas na sua mente não leva a lugar nenhum.

É sempre legal lá? Não, às vezes é uma droga. Talvez ninguém de quem você goste esteja lá. Talvez aquele novo bartender só toque músicas esquisitas. Então você vai embora. Mas volta depois porque os bons tempos são muito, muito bons.

Esse bar/café/qualquer coisa tem as pessoas mais legais do mundo e, sim, algumas que não são muito a sua praia. Ei, cabe a você escolher onde sentar.
Se você sentar perto de pessoas que estão falando alto ao celular, soprando fumaça de charuto na sua cara ou dando em cima de você, sim, provavelmente o local será nojento e horrível.
Se você encontrar um canto onde um grupo de pessoas inteligentes e interessantes estão conversando sobre coisas inteligentes e interessantes, o local será envolvente e aconchegante. E divertido.
Se você chegar e não falar com ninguém, você deve se perguntar por que simplesmente não ficou em casa tomando sua bebida preferida. Sim, nesse caso, o local será chato.
Portanto, pode ser o melhor bar do mundo ou simplesmente aquela espelunca da esquina. A escolha é sua.


Mito #2 sobre o Twitter: A ideia é responder à pergunta “O que você está fazendo?”

Não, não, não. Esse é um erro de proporções quase trágicas, involuntariamente perpertuado pelo infeliz sistema do Twitter.
Se você tentar seguir as regras to Twitter, vai se perder rapidamente. Logo de cara eles pedem para você brincar respondendo à pergunta “O que você está fazendo?” Não responda a essa pergunta! Péssimo começo. Fail.
O Twitter não é para você dizer “o que está fazendo”, do mesmo modo que as conversas no mundo real não são para você dizer “e aí, quais são as novidades?”, embora possam começar dessa maneira.
Se você tentar falar sobre o que está fazendo (a menos que você esteja encaixotando um poodle ao mesmo tempo em que anda de pernas de pau com sua trupe de poodles malabaristas), quase sempre será chato.
E a primeira regra do Twitter é “Não seja chato!”
Pior: você pode querer ser honesto. Pode dizer coisas como “comendo uma banana” ou “levando meu filho ao treino de futebol”.
Lembro a você a primeira regra, citada ali em cima.
Então, o que você deve digitar naquela pequena caixa?
Bem, a pergunta que o Twitter realmente quer fazer é “O que você está pensando? Não, o que você está pensando de verdade?”
Ou: “O que você acha do que está pensando?”
Ou: “Que tal deixar aquela voz na sua cabeça falar por um instante, hein?”
Sabe aquela voz interior? Aquela que faz comentários sérios sobre coisas engraçadas, significativas, palhaças e profundas que você normalmente mantém para si mesmo e ninguém chega a conhecê-la?
O Twitter é o novo lar dessa voz. É o local que essa voz frequenta. Porque essa voz precisa ter voz. Quero dizer, ela precisa de um bar.


Mito #3 sobre o Twitter: Ele consome muito tempo.

Ah, não. O Twitter não precisa ser outra ferramenta de procrastinação. Mais uma vez, acho que você está fazendo tudo errado.
Bastam apenas alguns segundos para digitar alguma coisa lá. Afinal, há um limite de 140 caracteres.
Depois você gasta de três a cinco minutos para ver o que as outras pessoas estão fazendo, e pronto.
Normalmente é um intervalo mais curto do que o buraco sem fim do “Ah, vou dar só uma olhadinha no meu e-mail”.
E aqui eu rapidamente coloco meu chapéu gigante que diz “Oi, acabei de escrever um livro sobre o fim da procrastinação” para que você confie na minha experiência no assunto. O Twitter de forma alguma é seu inimigo. Não é. É um dos poucos intervalos de boa duração que você encontra na internet.
O Twitter é uma pausa. E as pausas fazem bem à alma. Sim, ele pode consumir seu tempo. Como qualquer outra coisa. Inclusive encaixotamento de poodles. Mas, se você usá-lo com cuidado, como um entra-e-sai rapidinho, o Twitter é, na verdade, uma ferramenta de produtividade.
Uma ferramenta de produtividade divertida que também funciona como a mais esquisita e mais bem-sucedida técnica de marketing de todos os tempos, além de ser um bar. Quer mais?

Mito #4 sobre o Twitter: Não há problemas em Twitterville.
Okay, esse é um mito que eu acabei de inventar. Um mito mítico, se você assim desejar. O Twitter está muito, muito longe de ser uma região sem problemas, mas aqui estão as três questões principais e suas soluções:
(1) Assim como em qualquer bar, existem pessoas que entram para brigar. Algumas são pessoas que realmente gostam de uma boa briga e outras são trolls malvados, cheios de ódio e que gostam de magoar as pessoas.
Se você não gosta de brigas, não fique perto da mesa desse grupinho.
(2) E, como em qualquer bar, existem uns caras esquisitos que querem lhe pagar uma bebida. Você usa a linguagem do corpo para fazer com que eles se afastem (o botão de block no Twitter) e, se eles avançarem, denuncie-os a @oddfollow e ao pessoal do Twitter.
(3) E, é claro, temos a Fail Whale, a famosa baleia.
Às vezes o Twitter cai, e normalmente quando você mais precisa daquele uísque ou café ou qualquer coisa metafórica e suas mãos estão tremendo. É hora de enfrentar o fato de que você está viciado no Twitter. Não se preocupe. Você não está sozinho.
Pegue as bobagens que você ia espalhar pelo mundo e transforme em um post. Mais tarde o Twitter volta ao ar. Faça parte do Fail Whale Fan Club. (Não estou brincando, existe um fã clube da baleia.)
Ou você pode simplesmente ir até o site IsTwitterDown.com e apertar o botão de refresh várias vezes seguidas, como um rato pulando por uma bolinha de comida apetitosa. Todos passamos por isso. Não se preocupe. Você vai ficar bem.
Vejo você na happy hour, viu?"

Estas poucas palavras foram "furtadas" do site: http://www.twitterbrasil.org/2009/02/17/o-que-e-o-twitter/

Beijosmesegue, até no twitter!
http://www.twitter.com/luanasoraia

Sexta-feira, Junho 12, 2009

Dez pras cinco, cinco e trinta e oito.

Um vazio?
Não.
Estou cheia.
De saudade, de ansiedade, de vontade de voltar, de vontade de ficar, dançar, namorar, de brincar, rir, caminhar, abraçar. To cheia de tudo, cheia até transbordar. Quero falar, contar meus devaneios que tive por cima das nuvens e sonhar com o sorriso casual de um bem que me foi feito.
Uma vez eu vi as nuvens de baixo, hoje eu ja vi as núvens de cima, mas ainda sim estava na terra, mesmo que tivesse a senssação de está no céu.
Parei!
Cada vento. E o cheiro? Mato, perfume, flor, vala, lixo, fumaça, alcool, frutas, mar, sal. Nariz endubido. Nada de gripe suina.
E o Canto?
Então...
Foi bom. Sente-se um pouco de tudo. Medo, dúvida, ansiedade, nervosismo, euforia, alegria, tristesa, descepção, desanimo e ânimo, adrenalina e sonho.
Vi de todos os tipos de vozes. Gente maravilhosa na cidade maravilhosa.
então eu falei do ìdolos.
O presente: O agora/O que ganhei.
Eles! Estar com eles era maravilhoso, eu via o sonho nos olhos de cada um e isso nos unia apesar de sermos tão diferentes. Mas eu não dou pra ser amor de verão (talvez por isso que Deus nunca permitiu que eu tivesse um), conquistou meu coração, fica pregado pra sempre. Não sai e mesmo que alguém arranque, fica a marca bruta.
Marcelo, Gutto, Pablo, Thiago e obrigada Lucas por me apresentar estes.
A Volta.
Calor, mamãe, Aika, casa, visitas, bolo de cupuaçu, um vatapá, barzinho, amigos, sono, jogo de 7 e uma voltade de voltar.
E agora?
Tenho sonho, faço planos, desejo.
A seguir o rumo e aceitar propostas.
Teatro, Opera Profano, Shalom, Ministério de Música, Grupo de Jazz e Avante Marinheira! Se Deus quiser!
Só pra constar.
E assim estou economisando palavras e gastando pensamentos.
Já sei como vencer a insonia: Sonhando.
Beijos, eu voltarei.

Segunda-feira, Abril 20, 2009

Para lembranças apenas da mulher velha

Texto escrito em março de 2009 para a minha descrição no orkut:

"Em relação a minha lente do amor.
Creio que seja alguém que já não crê que possa existir alguém que dê certo comigo. Não por mim, nem pelo outro, mas pelos dois.Ja me descepcionei tanto e tanto... mas ainda acredito na capacidade do ser humano de evolução, transformação e maturação.Bem, eu ainda tenho que aprender a amar melhor. Quando amo, tenho tanto medo de que a pessoa se perca que eu o deixo livre, mas ele fica sub meus olhos sempre. Quando não é amor, percebo que me torno indiferente, só indiferente e meus olhos o esquece.Isto também cabe aos amigos, mas com uma diferença, tenho muito mais facilidade em construir amizade. O meu Eu é constituido de pedaços de 'eu's, cada um que ja fez parte da minha vida deixou uma pegada, uma mão, um beijo, um olhar, uma cor, qual quer coisa, são pedaços de vários pequenos eu que se deixaram ver para serem concebidos a outros. Creio que existem pessoas onde temos porto seguro, temos companheiros de todas as horas, temos aqueles que estão nos setores da vida, trabalho, estudo, família, meio social...
Mas eu aprendi com o amor a sentir compaixão, o que é totalmente diferente de 'pena'. Compaixão é filha do amor, parente da alegria, da paz e da humildade. E por enquanto eu tento conhecer um pouco de cada e, o mais dificil, tenho uma crescente uma intenção de vive-las. Mas meu maior sonho de amor mesmo, além de me me formar psicóloca e nunca deixar de cantar com o coração e que todos os que estão a minha volta possam conhecer essa pouca sabedoria que me acompanha e me encaminha, que não é minha, mas me conquista e me ensina, me faz ver o mundo de outro jeito além de futilidades e superficialidades, me faz voltar, me redimir, me dá sermão, me convida e me faz sentir amada, ensinamento este que vem do meu amado Deus, seu filho Jesus e sua mãe Maria."

Sábado, Abril 18, 2009

A Cruz de Caravaca


A Santíssima e Vera Cruz de Caravaca é uma das mais importantes relíquias cristãs. Consiste num fragmento da madeira da cruz em que Cristo morreu. O seu nome oficial nos documentos da Igreja é "Vera Cruz", para diferenciá-la das muitas falsificações que já foram forjadas. Esse fragmento do Santo Lenho está desde o século XIII na cidade de Caravaca (na província de Múrcia, no sudeste da Espanha).

O Santuário que guarda a relíquia, em sua forma actual, teve a sua construção iniciada em 1617, por ordem do rei Felipe li, dentro dos muros da antigo castelo da cidade, construído no tempo da dominação árabe (século XII); o castelo ficou abandonado quase totalmente após a expulsão dos mouros, com excepção da Real Capela da Vera Cruz, mas foi recuperado para tornar-se o grande Santuário da Vera Cruz.

A Igreja foi inaugurada em 1703, mas a obra só terminou em 1722. O Santuário é um belo exemplo de arquitectura barroca; conta com uma ampla nave para as cerimónias públicas, um museu sacro onde podem ser vistos os paramentos usados nas festas em homenagem à Cruz, e a Capela da Aparição onde a relíquia é guardada.

A relíquia é conservada dentro de um relicário que mudou de aspecto várias vezes ao longo dos séculos. O primeiro de que se tem notícia exacta data do século XIII. Nessa época, o fragmento do Santo Lenho foi revestido com uma placa de prata dourada; assim protegido, era guardado em uma caixa de prata, a qual era posta dentro de um cofre de marfim, disposto dentro de um tabernáculo.

Em 1660, o Conselho da cidade de Caravaca mandou fazer um relicário de ouro; em 1711, o duque de Montalto doou ao santuário uma urna de ouro, adornada com pedras preciosas, e com várias aberturas que permitiam tocar directamente o Santo Lenho. Em 1777, o duque de Alba mandou fazer um relicário de ouro e pedrarias na forma que é conhecida hoje como a "Cruz de Caravaca". Esse relicário é conservado dentro de uma arca de ouro, doada no século XIV pelo grão-mestre da Ordem religiosa que custodiava a relíquia na época.

O relicário da Cruz caracteriza-se por ter dois braços horizontais, um com 7 e outro com 10 cm, e um braço vertical com 17 cm de extensão. Os braços são totalmente contornados por um fino adorno de ouro, incrustado com topázios e rubis, que distingue a Cruz de Caravaca de outras cruzes com o mesmo formato.


A face frontal dos braços é feita com cristal de rocha, para que o Lignum Crucis possa ser visto em seu interior.
No topo da Cruz é visto o dístico INRI (do latim Jesus Nazarenus Rex ludeorum, ou seja, Jesus de Nazaré Rei dos judeus).

No ponto de cruzamento do braço vertical com o braço horizontal superior há uma Coroa de Espinhos adornada com um diamante; no ponto de cruzamento do braço inferior está o dístico IHS (do grego lesous Chirstos, monograma do nome de Jesus desde o século 11 1) entrelaçado com o monograma MV (do latim Maria Virgo, Virgem Maria), encimado pela cruz da Paixão.

Na metade da extensão da parte inferior do braço vertical, há uma réplica do apoio para os pés, que serve de engaste para um diamante.

Na extremidade inferior estão as letras gregas alfa e ómega entrelaçadas (denominação de Deus: o princípio e o fim).

Quando está dentro da arqueia, o relicário apoia-se pelo braço horizontal inferior em dois anjos com as mãos elevadas, em gesto de sustentar e transportar a Cruz.

A relíquia propriamente dita não tem essa forma: o fragmento de madeira está engastado em um invólucro de prata dourada, que tem o feitio de uma cruz simples, com um só braço horizontal, sem adornos.

Essa pequena Cruz fica disposta, dentro do relicário, com seu braço horizontal correspondendo ao braço superior da cruz maior; sua extremidade inferior atinge o monograma central do relicário.

Para perceber todo o significado dessa relíquia, é essencial que se compreenda aquilo que a Cruz de Caravaca "não é".

Ela não é um ídolo, um objecto com valor de culto em si mesmo: seu valor reside na fé na morte salvadora de Cristo que ela nos relembra.

Ela também não é uma superstição, pois não é considerada capaz de causar mal ou bem ao sabor da realização de práticas inventadas por indivíduos. Não é magia, pois não contém forças sobrenaturais a serem manipuladas através de fórmulas fantasiosas ou de rituais mágicos.

Não é um amuleto, um fetiche ou um talismã que proteja ou que dê poderes especiais ao seu portador.

Não é um símbolo esotérico; não representa um "Cristo Cósmico" diferente do Jesus de Nazaré, e a peregrinação à Cruz não é um caminho iniciático de uma sabedoria oculta estranha ao cristianismo.

Por outro lado, não é apenas um símbolo cultural, com o valor exclusivamente histórico e folclórico que tanto agrada ao turismo superficial. O que importa na relíquia não é o formato externo da Cruz, que é apenas o recipiente; mas o seu conteúdo, o Santo Lenho, que encerra em si todo o significado da mensagem e da acção terrena de Cristo.

Qualquer reprodução dessa Cruz terá somente o valor de trazer à lembrança a original Vera Cruz; e toda oração a ela dirigida deverá ter a intenção de venerar o Lignum Crucis como símbolo do sacrifício do Redentor.

É costume que os peregrinos de Caravaca recebam uma réplica da Cruz, feita em prata; cópias correctas dela podem ser encontradas em muitas lojas sérias de artigos religiosos.

Em Caravaca, dar de presente uma réplica da Vera Cruz simboliza afecto e o desejo de paz e amor entre as pessoas.

Segundo a tradição, o fragmento original que constituiu essa relíquia, preservado de alguma forma na Cidade Santa, passou a pertencer, no século XI, ao Patriarca Roberto, o primeiro Bispo de Jerusalém após a conquista da cidade pela

Primeira Cruzada, em 1099. Provavelmente, essa relíquia tinha o formato de uma cruz, feita com fragmentos da Santa Cruz engastados em uma base de prata.

Supõe-se que, cerca de cento e trinta anos depois, durante a realização da Sexta Cruzada, um sucessor do Patriarca Roberto tenha levado a relíquia para a cidade de Caravaca; entretanto, a tradição local atribui à presença da relíquia uma origem miraculosa, cuja narrativa mais antiga foi feita pelo historiador murciano Robles Corbalán, em 1619.

Por mais de dois séculos, a região de Múrcia constituiu a fronteira em guerra entre o reino cristão de Castela Leão e o reino muçulmano de Granada.


Entre 1230 e 1231, o Saíd Abu-Zeit de Valência conquistou Caravaca; entre os prisioneiros feitos na ocasião havia um missionário, o padre Ginés Pérez Chirinos.

Quando, algum tempo depois, o Saíd indagou a respeito das profissões dos prisioneiros, o padre respondeu que seu ofício era dizer missas.

Curioso, o Saíd quis assistir ao culto religioso e mandou que tudo fosse disposto no salão do castelo para isso.

Logo no início, entretanto, o padre disse que não poderia celebrar a missa, por faltar uma cruz no altar.

Nesse momento, dois anjos entraram pela janela do salão, levando um Lignum Crucis que depositaram no altar, para que a missa pudesse continuar.

O facto deu-se no dia 3 de Maio de 1231 (ou 1232, segundo algumas fontes); desde essa data, a relíquia permaneceu no Castelo de Caravaca. Mais tarde foi verificado que ela era a mesma Cruz que pertencera ao Patriarca Roberto de Jerusalém.


A presença da Cruz na região deu grande impulso à conquista dos territórios muçulmanos pelos reinos cristãos. Imediatamente correu a notícia de que, diante da Aparição, o Saíd de Valência convertera-se ao cristianismo, juntamente com toda a sua corte, o que foi encarado como uma vitória dós exércitos cristãos.

Alguns anos depois, a morte de importantes chefes mouros enfraqueceu o poderio dos reinos muçulmanos locais, que se viram forçados a estabelecer acordos com os reinos cristãos para fazerem frente às lutas com outros chefes mouros; isso facilitou a incorporação de Caravaca ao reino de Castela, efectivada por Fernando III em 1243.

Logo em seguida, o rei entregou a cidade à Ordem dos Cavaleiros do Templo, que assumiu a custódia da relíquia. Em 1344, com o fim da Ordem do Templo, o rei Afonso XI entregou Caravaca aos Cavaleiros da Ordem de Santiago, que aí permaneceram até a extinção pela Igreja de todas as Ordens Militares, em 1868.

A continuação das lutas entre mouros e cristãos na Espanha, durante os séculos XIII e XIV, fez crescer a importância e a fama da Cruz, à qual foram atribuídos muitos milagres.

De início protegendo a terra cristã contra os "infiéis", logo a relíquia passou a proteger os habitantes locais de todos os perigos, fossem eles causados por agentes humanos ou naturais.

Os Templários cedo estabeleceram na fortaleza da cidade, junto à Igreja de Santa Maria dos Anjos, onde ficava a relíquia, uma hospedaria para receber os ex-cativos dos mouros que vinham à cidade agradecer à Santa Cruz sua libertação; assim se iniciou o costume da peregrinação à Cruz de Caravaca.

Graças aos peregrinos, aos missionários e aos soldados em movimento, a fama da relíquia estendeu-se rapidamente por toda a Península Ibérica.

Com o estabelecimento definitivo da monarquia católica na região, diversas ordens religiosas vieram instalar-se no importante centro de devoção. São João da Cruz e Santa Teresa de Jesus, dois dos maiores místicos da Igreja, aí fundaram conventos Carmelitas, aos quais vieram fazer companhia Jesuítas, Clarissas, Franciscanos, Jerónimos e outros.

Com o tempo, a devoção à Cruz de Caravaca tornou-se conhecida em toda a Europa e na América hispânica.

A Vera Cruz de Caravaca também contou com o reconhecimento oficial da Igreja.

Desde o século XIV, diversas bulas e decretos Papais concederam indulgências aos peregrinos de Caravaca.

Em 1736, foi dado ao culto da Vera Cruz o status de Latria (do grego latreia, adoração), o que o equipara em importância ao culto do Santíssimo Sacramento. Em 1583, 1621, 1768 e 1893 foram concedidos Jubileus para as festas da Cruz de Caravaca: foi determinado que receberia Indulgência Plenária todo aquele que visitasse o Santuário no dia 3 de Maio desses anos e aí rezasse pela paz.


No século XX foram concedidos dois jubileus, que provocaram grande revitalização das peregrinações a Caravaca: o primeiro foi em 1981, ao se comemorarem os 750 anos da Aparição da Cruz; o segundo foi em 1996, a pedido da Real e Ilustre Confraria da Santíssima e Vera Cruz.

Desde o início do século XIX, a relíquia da Vera Cruz de Caravaca passou por muitas vicissitudes.

A primeira foi a necessidade de sua transferência para a paróquia do Salvador, onde permaneceu escondida durante a invasão francesa (de 1809 a 1818), enquanto o Castelo de Caravaca voltava a ter uso militar.

O pior acontecimento, entretanto, foi o roubo da relíquia na quarta-feira de Cinzas do ano de 1934; apesar de todos os esforços, a Cruz não foi mais encontrada, tendo restado somente o tabernáculo vazio. Perdeu-se assim a razão de ser do centro religioso.

Depois da guerra civil espanhola (1936-1939), com o estabelecimento da ditadura fascista de Franco, o castelo foi usado como cadeia para presos políticos até 1941, quando foi fechado e abandonado.

No entanto, a população e toda a cidade desejava ardentemente voltar a ter sua grande relíquia.

O movimento chegou a assumir tais dimensões que, em 1941 ou 1942, o papa Pio XII doou à cidade dois pequenos fragmentos do Lignum Crucis que Santa Helena (mãe do Imperador Constantino) trouxera de Jerusalém para Roma na primeira metade do século IV; com eles foi refeita a relíquia da Vera Cruz de Caravaca, tendo sido feito um novo relicário que é uma cópia quase exacta daquele doado pelo duque de Alba no século XVIII.

Em meio a grandes comemorações populares que duraram vários anos, o Santuário foi restaurado, enquanto a relíquia permanecia na paróquia do Salvador, na mesma cidade.

Finalmente, em 5 de Maio de 1945, a Cruz retornou ao Castelo; desde então, o Santuário da Vera Cruz ficou sob a responsabilidade dos padres Claretianos.

No Ano jubilar de 1996, foi reinaugurada a Capela da Vera Cruz, recuperando-se assim a tradição secular que dá à Cruz de Caravaca sua Capela da Aparição, onde ela fica permanentemente guardada.

Essa pequena capela, ao lado da nave principal do Santuário, é aberta somente em ocasiões especiais, como nos dias de festa, ou a pedido especial de pessoas que desejem contemplar a relíquia.


São realizadas anualmente em Caravaca duas grandes festas em homenagem à Santíssima e Vera Cruz: o Quinário de Exaltação e a Festa da Aparição.

Os grupos responsáveis por sua organização são dois: um é a Real e Ilustre Confraria da Santíssima e Vera Cruz de Caravaca, associação de cunho religioso criada na cidade em 1907 e organizadora da parte religiosa das festas, como as procissões e as orações colectivas de adoração à Santa Cruz; o outro grupo é a Soberana Ordem do Templo, que nada tem a ver com a antiga Ordem Militar dos Templários, mas é simplesmente uma associação de festeiros da cidade, organizadora da parte profana das festas, como os desfiles e os combates entre mouros e cristãos.

Quinário de Exaltação

O dia 14 de Setembro é a data da Exaltação da Santíssima e Vera Cruz para toda a Igreja Católica Romana e para outras Igrejas cristãs, como a Ortodoxa, a Arménia e a Anglicana.

Essa festa data do século IV da Era Cristã, quando o Imperador Constantino, protector e simpatizante do cristianismo, mudou a capital do império romano para Bizâncio.

A mãe do imperador, Santa Helena, fez então uma peregrinação à Terra Santa, com o objectivo de localizar os lugares sagrados da religião. Tendo identificado os sítios considerados pela tradição local como sendo os da crucifixão e do sepulcro de Cristo,

Santa Helena mandou construir aí a Igreja do Santo Sepulcro.

Como a consagração da igreja foi feita no dia 14 de Setembro de 335, este dia ficou sendo a data anual de comemoração da Exaltação da Santa Cruz como símbolo da vitória de Cristo sobre a morte.

Em Caravaca, são realizadas festividades desde o dia 10 até o dia 14, todas elas no Castelo-Santuário.


A cada dia, são celebradas duas missas solenes: uma às 8 horas 30 minutos, oficiada pelo Capelão do Santuário, e outra às 20 horas, oficiada por um sacerdote convidado para a ocasião. Em todas as missas, a homilia aborda temas relacionados com a Cruz.

No dia 14 ocorrem as maiores solenidades, a começar por uma alvorada festiva executada com repiques de sinos.

Além da missa das 8 horas 30 minutos, celebra-se uma grande missa solene às 12 horas, especialmente dedicada aos enfermos e inválidos que vão ao Santuário.

Após o final dessa missa, a relíquia permanece exposta em sua Capela, acompanhada por muitos fiéis que realizam os tradicionais "turnos de adoração".

Às 19 horas é realizada a última missa das comemorações, a mais solene, na qual são entregues Cruzes (réplicas do relicário) a novos membros da Confraria da Santíssima e Vera Cruz de Caravaca.

Depois da missa, a Relíquia é levada em procissão solene, saindo do Santuário e contornando externamente as muralhas do Castelo.

Ao entrar novamente no pátio de armas, é executado o rito tradicional de "bênção dos campos e da população", com a Cruz sendo apresentada pelo Capelão do Santuário nos quatro pontos cardeais das muralhas.

A seguir, a Cruz é devolvida ao seu escrínio na Capela, sob a luz de fogos de artifício, e as festas são encerradas com o vinho oferecido aos presentes pelo Superior da Confraria.

Festa da Aparição

O nome oficial desta comemoração é "Festa da Cruz de Mouros, Cristãos e Cavalos do Vinho".

É celebrada entre os dias 1 e 5 de Maio, comemorando o aniversário da aparição do Lignum Crucis em Caravaca.

É uma importantíssima festa de peregrinação, associada desde o século XIV à obtenção do jubileu.

Consiste em onze rituais religiosos, quase todos realizados pelo Capelão e envolvendo directamente a Vera Cruz.

No dia 1º de Maio é feita uma "Oferenda de Flores" à Cruz na esplanada do Castelo, com entrega de Cruzes a novos membros da Confraria.

No dia 2 de Maio, após a "Missa da Aparição" na Capela do Banho (onde fica o tanque com água a ser benta durante as festas), é feito o "Desfile dos Cavalos do Vinho" que, ricamente adornados com mantas e fitas coloridas, e precedidos por Mouros e Cristãos, vão até a praça diante do Castelo.

Esse ritual relembra um episódio das guerras com os mouros. Diz a tradição que, durante um dos cercos sofridos pela cidade, acabou-se a água dos reservatórios.

Então, um grupo de cavaleiros, em cavalos carregados com odres, saiu da fortaleza e rompeu o cerco, indo em busca de água.

Não a acharam, mas encontraram grandes depósitos de vinho.

Enchendo os odres, voltaram e conseguiram novamente romper o cerco. Para comemorar o feito, entraram na cidade festivamente, tendo coberto os cavalos com suas capas enfeitadas.


Ainda na manhã do dia 2, é realizado no Santuário do Castelo o "Banho de Vinho e Flores", que é o primeiro banho da Cruz; esse ritual relembra as antigas festividades agrícolas de consagração da primavera, com a bênção do vinho da safra anterior e das flores da nova estação.

Na tarde desse mesmo dia é realizada a "Procissão da Baixada da Cruz", na qual a relíquia é retirada da sua Capela e levada, com o acompanhamento de Mouros e Cristãos, para a paróquia do Salvador.

O dia 3 de Maio, aniversário da Aparição, começa com uma "Missa Solene" na paróquia do Salvador.

À tarde, a "Procissão do Lavatório" leva a Cruz, com acompanhamento de Mouros e Cristãos, da paróquia do Salvador para a Capela do Banho.

Na praça diante da Capela é realizado o "Combate entre Mouros e Cristãos".

A seguir, é realizado o ritual do "Banho da Cruz" no tanque da Capela, acompanhado pela bênção das águas.

Este é o ritual mais importante e mais antigo de todos, tendo sido criado em 1384. Contam os historiadores que, nesse ano, houve uma grande praga de gafanhotos na região de Múrcia, que resistia a todos os tratamentos comuns. Foram então enviados representantes das cidades e vilas a Caravaca, pedindo ao vigário que banhasse a Santa Cruz em uma porção de água que eles levariam para aspergir as terras castigadas.

Feito isso, os gafanhotos desapareceram em três dias.

A partir daí estabeleceu-se o costume de banhar a Cruz em uma porção de água, da qual depois os fiéis recolhem porções que levam para aspergir suas propriedades e plantações, para as preservar de pragas e torná-las mais férteis e produtivas.


Nos dias 4 e 5, pela manhã, a relíquia cumpre o ritual da "Cruz dos Inválidos", percorrendo em procissão todos os bairros da cidade, visitando as casas dos doentes e dos inválidos.


Na tarde do dia 5 é realizado o último ritual, que consiste na "Procissão de Subida", que leva a Cruz de volta para o seu Santuário, com a bênção dos campos e da natureza semelhante à realizada em Setembro.

Todas essas solenidades são realizadas em meio a grande alegria, com muitos fogos de artifício, música, bailes e desfiles de que participa toda a cidade.

Modo de Usar a Citada Cruz

Deve-se levá-la junto ao corpo. Colocar-se-á em quadro ou nas portas dos quartos ou outro qualquer local da casa. Em caso de enfermidade, pode-se pôr na parte enferma do corpo. Beijando-a, ganham-se muitíssimas indulgências.

Em todas as ocasiões em que se deve fazer uso da citada cruz, rezam-se cinco Glórias ao Pai, a Paixão de Jesus Cristo e três Avé Marias à Virgem Santíssima e um Pai Nosso a São Benito, cujas preces se aconselha mais abundantemente o fruto desta devoção.

Isto se tirou do Livro II da vida de São Benito, escrito por São Gregório, Papa e Doutor.

E dizendo cada dia, diante da mencionada cruz, a seguinte oração de São Benito, revelou este Santo a Santa Gertrudes que assistira à hora da morte, para se opor poderosamente a todos os ataques e poder infernal do inimigo, do devoto que a houvesse rezado diariamente.

E Clemente XIV concedeu indulgência plenária ao que cada vez a rezou.

Quinta-feira, Abril 16, 2009

A Ressureição

O ofício matinal do Sábado Santo diz:
"Ó Senhor vieste à terra para salvar Adão e, não o encontrando na terra,
desceste aos infernos em busca dele".


De fato, a composição iconográfica da Ressurreição mostra-nos a descida de cristo aos infernos. Às vezes a Ressurreição é retratada, mas isso é raro. Em sua maioria, os ícones silenciam sobre o verdadeiro momento da Ressurreição. As representações de um Cristo vestido de branco saindo do sepulcro são mais recentes e resultaram da influência ocidental.
Este ícone é fiel ao modelo estabelecido durante séculos. Sendo um ícone russo, contém não apenas as letras usuais para designar Cristo, mas também a inscrição estava em vermelho para designar seu nome: Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. O centro está ocupado pelo Salvador em um círculo (símbolo da divindade) com uma intensidade escura que clareia em direção ao contorno exterior. O branco da túnica e do manto de Cristo recorda a cor observada pelos evangelistas na Transfiguração do Senhor: é um envolvimento de luz, atributo do corpo glorificado e símbolo da glória divina. Na mão esquerda, Jesus segura uma cruz, sinal de sua vitória, e com a direita Liberta da região dos mortos Adão, que simboliza toda a humanidade. Atrás do protopai estão Davi e Salomão, João Batista e o profeta Daniel. À esquerda de Cristo apresenta-se Eva, que, com as mãos respeitosamente envoltas nas dobras das vestes, espera sua vez de ser libertada. Atrás dela estão outros justos do Antigo Testamento.
Embora incluída no Credo, a descida aos infernos não tem sido tema freqüente nas artes do Ocidente, mas ocupa lugar importante nas tradições litúrgicas e iconográficas do Oriente bizantino.
É o ponto culminante que São Paulo (Ef 4,8-10) liga à subida de Cristo às alturas para levar uma multidão de cativos. "Na terra", diz Paul Evdokimov em 7he An ofthe Icon, "a Sexta-Feira Santa é dia de tristeza, enterro e lágrimas da Mãe de Deus, mas, nos infernos, a Sexta-Feira Santa já é Páscoa, pois o poder de Cristo dispersa as trevas no próprio centro do reino da morte".
Abaixo dos pés de Cristo, encontramos pregos, chaves, cadeados e as almofadas de uma porta que foi forçada. São os cânticos da vitória de Cristo sobre o sofrimento e a morte. O ícone todo é simbólico e põe em destaque a Ressurreição corpórea do Redentor Na. parte superior do ícone, rochas nuas representam a aridez de nossa terra, que, no entanto, é tocada pela força e o esplendor da Ressurreição. O fundo é dourado para evocar a luz que significa a glória divina. A composição toda possui grande harmonia tanto no desenho como na cor e se fixa no coração e na mente dos fiéis que, durante quarenta dias, têm a oportunidade de vê-lo e venerá-lo, quando fica exposto no centro da igreja, da Páscoa à Ascensão.

Este texto foi retirado de uma pagina da internet que eu não encontrei agora, mas quando encontrar eu coloco o link.
Na pagina não contém nada mais além deste texto e dessa imagem.

Quinta-feira, Julho 24, 2008

Desabafo afetivo julhino

Sabe o que eu mais queria nesse momento?
Era estar junto de uma tal pessoa.
Sim, pois de tudo o que há na minha vida, se não está caminhando pra melhor, já está tudo bem, a não ser isso.
Acho que é uma brincadeira que estão fazendo comigo, sabe?
Ou alguém que resolveu brincar com os meus sentimento, não percebe o bem que está me fazendo.
Não quero reclamar da vida, pois Deus me mostrou que não há nada mais importante no mundo do que Ele e o amor dEle.
Talvez isso me mostre o quando eu estou errando com Deus de continuar com isso na minha vida.

As vezes fico me perguntando se aconteceu alguma coisa, se os pais puseram de castigo, se aconteceu algum assalto, se perdeu o celular, se teve que fazer uma viagem urgente ou se de repente, por influência de amigos resolveu me ignorar, sei lá.

Mas sabe, que isso me tem feito bem?
Me ensina a cada vez mais a ser menos ansiosa, a não agir por impulso, a ter auto-controle, a ser mais racional, a perdoar a quem me machuca, a ser mais caltelosa e menos carente, a gostar d'eu e amar a Deus sobre todas as coisas e confiar nEle, pois Ele sabe o que faz.
Só queria que ele me desse essa ultima alegria secular: a de te ver, pelomenos pela ultima vez e dizer Adeus.

(...)

Eu pensava tanto... fazia alguns planos... comprei até uma lembrancinha em Fortaleza...
Me guardei, guardei até meus pensamentos, guardei meu corpo, guardei palavras, momentos pra compartilhar, enfim... sonhei.

e ai que pisei no chão e vi o quando ele é áspero, desconfortável, mas nada que não dê para suportar.

Mas eu ainda não entendo...

Por que não conversou com sinceridade e jogou as cartas na mesa?
Precisava disso, pra que?

É, meu caro, os seres humanos mais imprevisíveis do que imaginamos.
Que até os mais santos, um dia podem nos machucar.
Por isso eu perdou!

E se um dia te encontrar na rua, acho que te olharia nos olhos e te abraçaria, como sinal de perdão e de saudade.

L S| ~ |2 A

Sexta-feira, Julho 11, 2008

Suspiro de você

Sabe,

Quando a gente vive sem viver,
a vida parece ser tão mais lenta, vazia...
monótona
Eu era assim...

Em uma praça,
um parque,
um bosque,
um cinema,
o enamoramento desanuvia
como uma chuva infinita de amores,
de gente querendo gente,
de gente se sentindo gente
tudo o que se quer
é ser comumente gente.

Se sente alegria e angustia juntos
Uma comunhão de movimentos mastigados
Digeridos em formirgamentos,
Borboletas no Estômago,
Todo esse pensamento existe.
Toda impressão dos meus olhos,
Toda sensibilidade de perceber
Tudo isso novamente
pois nem recordava mais o rosto desse sentimento
Tudo isso se deve a você.

A gente quase não enxerga os nossos corações
Por que eles batem rápidos demais
E todo breve instante que eu pude ganhar teu
Fez convencer o meu querer em querer mais
De ti.

Não nos deixemos envolver pelo medo
Que dualiza e faz complexo
O meu sentimento em alegria e medo
Veja se o chão que piso é limpo,
Veja se as minhas palavras são vivas
Veja o que tem no meu coração
E o medo se desvinculará da paixão
E paixão, será a pura paixão.

Foi pelo acaso do destino?
o destino prediz, pois tem um sentido.
o acaso simplesmente acontece sem motivo algum
Um paradóxo, talvez?
Não, pois na vida real não existem mocinhas, nem vilãs.
Não existe o bem e o mal dualizados.
Tudo anda junto de mãos dadas
pois se acreditas em destino
ele o quis que parecesse um acaso.
e se acredita em acaso,
a gente sente que foi o destino.

E tudo isso é claro agora.
Tu, o estressor, faz-me cognisar qualquer coisa agora.
Fez-me contemplar e deu-me novos olhos e novo sentido.
e mesmo que parta um dia,
esse presente se eternizará em lembranças
e eu as guardarei, pois são dignas de momentos bons da minha vida.

Um longo suspiro para esse momento.
LeA

Domingo, Junho 29, 2008

O chamado do coração


Sentada, o vento tangenciava meu rosto no ritmo das listras. O pensamento ia por onde as memórias ainda eram recente em experiências jamais vividas antes, tinha, creio eu, 18 anos. A reflexão se torneava sempre por Ele e principalmente sobre o Amor dEle.
Não me questionava sobre metas ou tão pouco sobre a minha vocação, mas algo me impulsionou com uma força tão tremenda e repentina que me fez chorar tão intensamente e impulsivamente que não conseguia controlar tal ato. O que eu senti, só Deus pode entender.
Era uma mistura de alegria, com angustia e leveza, tudo aquilo que eu havia percebido a minha vida toda, havia se encontrado naquele instante, então percebi que só havia uma explicação: UM CHAMADO
Reflexões como o amor, o Canal de graça, luz, sacrifício, eucaristia, milagres, Graças, o dom, caminho, música, vida vazia, otimismo, Santo Agostinho, amigos, vida boêmia, solidão, comunidade, confiança, caridade, fraternidade, Ministério de música, Santo Agostinho, música, teatro, artes, provações, Maria, Pureza, bondade...
"...enche-me até que em mim se ache só a ti. E então, Usa-me Senhor!"
Era Ele quem estava me falando isso a muito tempo, tudo me levava a Ele e mal sabia que todo o aprendizado que tive em toda minha vida foi para que em um futuro eu pudesse perceber que toda a glória e louvor se deve a Ele e eu sou um dos canais da graça dele.

Em fruto disso percebi que a minha missão se encontra em torno transbordar o amor dele. Ainda não sei como, mas primeiramente desejo conhecer a sua face e tentar viver uma vida mais santa, me purificar, seguir o exemplo de Maria, me encher de amor e ser feliz.
E o meu caminho, eu confio nEle.

Sendo assim, há uma mensagem em uma canção da Ziza a todos aqueles que perceberam e que aina estão buscando perceber que tudo o que temos veio de Deus e tudo isto deve ser em louvor dele por nos ter dado tal dom.
"De graças recebei, de graças eis de dar"

Aos músicos...
O Pai nos deu uma missão de dar o nosso próprio coração, dar a vida inteira sempre, sem olhar atrás.
Ver que o sentido de perder também nos trás a paz.

O Pai confiou em nossas mãos armas que dão vida eterna e ressurreição, ser capaz de dar de si e esquecer-se no irmão.
Mesmo que ninguém entenda só o amor explica nossa missão.

Vai! busca o sonho que Deus tem pra ti, mesmo que te custe lágrimas.
Só o que nos causa dor é o que damos valor.
Vai! Busca só o que Deus quer de ti, mesmo que as Santas pedras cheguem.

Deus está a escrever nova história em teu viver

Sexta-feira, Agosto 24, 2007

Deixa Viver

Não é tão fácil viver, de fato, principalmente quando a gente cresce e os nossos pais começam a tentar a nos por freios, eles com medo de que nós quebremos a cara e nós com medo de não viver tudo o que a vida nos concede, pelomenos comigo isso acontece com bem frequencia, mesmo que inconcientemente.
Hoje na volta da universidade, mas especificadamente no onibus, pensei sobre o valor dos amigos na vida jovem de um ser humano, o social como algo tão escencial e de forma mais intensa e evidente nessa fase e como os amigos são fundamentais pra formação da nossa mentalidade e futuros companheiros de trabalho, quem sabe.
E sem os meus amigos, como cada um, me ensina de forma diferente, da sua maneira, indiretamente ou bem direta, eu não seria a tal da luana carinhosa e amiga, meiga e companheira, intensa e instável, aventureira e as vezes dissimulada, até não teria coragem de abraçar as pessoas e ensinar a elas o quão bom é um abraço e um beijo e nesse instante pensar o quanto é bom ter essa pessoa do lado, e inumeras coisas, rumos como o Teatro, a música e a propria Publicidade, a fotografia, o violão, o rock, o azul, a natureza, a arte e a beleza. (uma viagem de meia hora dá pra se pensar muita coisa).
Se eu sou do jeito que sou, uma jovem garota cheia de sonhos e irresponssável com tantas coisas, instável e intensa, se eu consigo te abraçar hoje em dia, e abraçar meus pais e até interagir com eles de forma positiva, é por causa do produto da vida.
Se tudo o que aprendi foi por quebrar a cara, se as minhas armaduras foram construidas pelos aprendizados eu me considero alguém de sorte, pois eu aprendi vivendo.

Domingo, Maio 28, 2006

As vezes eu não minto, nem exagero.

Enquanto eles riem juntos, observo, apenas.
Não há como dizer para que acreditem que estão esquecendo daquela que tanto os ama e considera.
E não faço isso por que quero, mas porque e sou uma boba.
Ah! como se não me conhececem para saber disso, que eu sou uma boba sentimentalista, daquelas que só sabe cantar e sentir prazer com isso, apenas isso, na verdade sinto alegria com abraços e com a música também, mesmo as mais tristes.

Mas no entanto não são as únicas pessoas que me trazem bem, apesar de eu os amar mais que todos, são poucas as pessoas quais eu realmente faço questão que estejam presentes na minha vida, mas se não pensam assim, não posso fazer muita coisa.

As vezes penso que a culpa é minha, só para tentar concertar o que há de errado da minha parte, até porque é mais fácil mudar a si mesmo do que aos outros.
Mas se assim ainda continua a mesma coisa, e cada vez mais distante, será que ando cometendo o mesmo erro.
Ah cara, acho que não.

A culpa é de quem então?
De ninguém, creio eu, é um discrepância do destino. As circustancias não ajudam, mas a vida prosegue por além de seus caminhos certos, em trilhos tortos. Ainda tenho esperança.

Enfim, é isso mesmo que me ajuda a proseguir, sei que tenho amigos que me querem bem, e quem quando precisar, eles estarão lá, mas aqueles outros, ja nem sei se posso contar mais, apesar de tantas coisas que ja me submetir a fazer por eles.
Seria ingratidão? egoísmo? falta de consideração? imaturidade? falta de alguns valores?
Talvez, não deixo nenhuma afirmação, mas deixarei as perguntar para que o tempo me ajude a responder.

Tudo bem comigo hoje.
Quero um abraço e um beijo.

Ah! Dia dos namorados tá chegando, né?
e agora? eu não tenho namorado! O que uma garota como eu faria?
- Procuraria um candidato a namorado, por um dia. ;D

See you.

No dia de hoje

É muito interessante o quanto o egoísmo humano dificulta na comunicação entre pessoas, ainda mais quando elas não sabem se expressar e acabam dizendo o que nem pensaram em dizer e pior ainda, não procuram entender o que disse e deixa assim mesmo, isso pode ser chamado de ignorancia, se não é a própria. É bom fazer uma auto-reflexão sobre isso as vezes.
Eu não pretendo dizer o que eu não sei, penso em algumas coisas, e parte delas são interesantes somente a mim, e eu escrevo agora nesse blog, afim de não só guardar ideias e pensamentos, mas para poder analisá-las e aperfeiçoa-las no futuro, serei um pouco egoísta em dizer isso, mas não é para que os outros vejam, e sim para que apenas eu o leia.
Mas não me importo se vierem a ler, pois outra finalidade seria praticar um pouco a escrita, ja como estou no ultimo ano do colegial e preciso ter uma boa pratica para fazer uma ótima redação na prova do tão temido e amado VESTIBULAR.

Sabe, o bacana do dia de hoje foi perceber que não é nos bares bebendo e fumando com pessoas que eu mal conheço e apenas me socialiso, que eu vo me sentir melhor, apenar estarei me auto iludindo.
Eu acho que estou começando a pisar no chão, aos poucos mas estou. Mesmo ainda sonhando invez de viver, e buscando de lá do meu sonho enchergar a realidade, apesar de ser míope e não usar direto meu óculos, eu sei que irei conseguir ver a relidade plena e consiguirei viver, de certo, com minha mente aqui, sem viajar tanto.

Eu tenho muito a dizer, mas é complicado juntarmos e organizarmos todas as ideias, pois eu e meu cérebro somos apenas dois contra uma infinidade de pensamentos, nos quais surgem a todo instante.
But, deixas as coisas fluirem...

Enfim, Boa Noite.
Que Deus ilumine teu caminho sempre.
Serei luz na tua vida.

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